SOFATIVISMO

Qualquer um sabe que as grandes mudanças e melhorias para a sociedade decorreram de protestos e revoluções. Todos já fizemos algum trabalho acadêmico sobre o famoso “I have a dream” de Martin Luther King Jr, sobre a Revolução Cubana liderada por Che Guevara ou ainda a luta pela Independência Indiana sob os ensinamentos de Mahatma Ghandi. Entretanto, os preceitos deixados por esses ativistas (não vou entrar no mérito das reivindicações) foram modificados em nossos tempos atuais.

Com a facilidade que se propaga conteúdo na internet, criamos uma nova safra de pseudo revolucionários: os sofativistas. Como definiu Israel Nobre do HBDIA: “Sofativismo é a aportuguesação do termo gringo “slacktivism” — que é por sua vez um portmanteau das palavras “slacker” (“preguiçoso”, “vagabundo”, “sem ambição” — era o termo que o diretor do McFly usava pra descrever o moleque, lembra?) e “activism”, que dispensa tradução.

Acho no mínimo interessante que pessoas ainda vão às ruas para protestar sobre alguma coisa, pois não é uma tarefa fácil: acordar cedo, encarar o sol ou a chuva, correr o risco de agressão por parte da Polícia ou de um grupo que discorda da manifestação, enfim. Creio que TODO protesto feito de forma pacífica e que não prejudique a população ou trânsito local, é válido.

Entretanto, não acho que o indivíduo que não se mobiliza para estes movimentos deve ser condenado por sua inércia. Cada um sabe o quanto alguma situação lhe incomoda e se está ou não disposto a lutar por melhorias ou mudanças. Para falar a verdade essas pessoas merecem mais o meu respeito do que os tais sofativistas.

Não acho que protestos virtuais não surtam efeito, muito pelo contrário, diversas propostas saem do papel em decorrência dos abaixo-assinados online. Neste sentido indico, o site Avaaz, que fomenta diversos debates e incita a mobilização sobre assuntos Nacionais e Internacionais.

Contudo, o que me incomoda é o fato de existirem milhares de pessoas que se consideram revolucionárias por sentar em seu sofá com seu notebook ou celular e compartilhar algum viral na redes sociais sem ao menos conhecer o projeto que estão apoiando ou verificar a procedência desta revolta, e para piorar insultam as demais pessoas que não aderem “a causa” como se estas fossem os parasitas da sociedade.

Creio que se Malcom X, Joana D´arc, Tiradentes, entre outros revolucionário de verdade, estivessem vivos, eles sentiriam vergonha e até pena destas pessoas que nada fazem e se consideram os salvadores da humanidade.

Por fim, encerro meu desabafo com um viral (autor desconhecido) que faz muito sentido:

 “Eu queria “morar no Facebook”, afinal, aqui todo mundo é do bem, a galera ama os animaizinhos, todo mundo odeia os falsos e hipócritas, todo mundo é amigo, odeia corrupção, é revolucionário, é fiel, prefere namorar do que sair, tem a família perfeita e unida, só tem momentos felizes e gosta das pessoas pelo caráter e inteligência, não pela beleza e valores materiais… Eu não consigo entender o porque do mundo ainda ser uma merda, com tanta gente boa assim”.

 Se você concorda (ou não) comente aí embaixo ! O que você acha deste novo movimento?

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Por Favor Um Cafezinho

Parei hoje cedo para tomar meu bom e velho cafezinho e ocorreu algo estranho. Geralmente tomo café para dar uma pausa, pensar na vida ou em qualquer coisa assim e creio que a maioria é como eu, mas desta vez eu comecei a pensar no café propriamente dito.

Fazendo uma rápida pesquisa, descobri que o Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo e que 97% dos brasileiros o bebem com razoável freqüência.  E não é só aqui que o pretinho faz sucesso, pesquisas revelam que o café (em suas várias receitas) é a segunda bebida mais consumida no mundo.

Geralmente o café está associado a um bom momento, seja ao receber uma visita e servi-lo quentinho ou para dar aquela pausa de cinco minutos no trabalho para não explodir. Há quem o associe com o cigarro dizendo que os vícios se completam e quem o utiliza como parceiro de estudos em épocas de vestibular. Há até quem afirme ser capaz de prever o futuro através da borra do café (cafeomancia).

Como disse o café me proporciona um momento de tranqüilidade, reflexão e até hoje ele sempre passou despercebido ou ficou em segundo plano. Creio que isto ocorra com outras coisas corriqueiras dessa vida nas grandes cidades,  não paramos para apreciar as coisas mais simples que nos fazem tão bem.

Há aquele estigma de que o café faz mal para a saúde, o que não é verdade, o que faz mal é o consumo excessivo (como quase tudo na vida). Estudiosos afirmam que  o consumo de 3 a 4 xícaras diárias de café,  estimula a atenção, concentração, memória e aprendizado. O consumo diário e moderado pelos adultos pode ainda auxiliar no combate à depressão, a quarta maior causa de morte no mundo nos dias atuais, que pode chegar a ser a segunda até 2020, conforme informações da OMS.

Por fim, fica aqui meu singelo reconhecimento à essa bebida que faz parte cotidiano de muita gente, inclusive do meu. Espero que a leitura tenha sido tão boa e relaxante quanto um cafezinho.

Fonte: G1, Estadão

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